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sábado, 20 de novembro de 2010

20 de Novembro: Dia da Consciência Negra



Dia da consciência negra: reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira

O dia 20 de novembro foi escolhido para representar o Dia da Consciência Negra no Brasil. O motivo: nessa mesma data, em 1695, morria Zumbi os Palmares, símbolo da resistência negra em uma época em que a escravidão negra dominava o país. Desde lá, segue a luta pela igualdade, tendo a cultura hip hop como um forte braço.
Não se sabe muito sobre a história de Zumbi, pois os muitos dos registros a respeito dele foram feitos por portugueses que colonizaram o Brasil e podem ter sido distorcidos. Os africanos chegaram ao Brasil para trabalhar como escravos a partir da metade do século 16.
A influência cultural dos negros no Brasil também é motivo de discussões nessa data. Um exemplo desse sincretismo é a Bahia, onde são usadas cerca de 5 mil palavras de origem africana.
A celebração vem desde 1971, por iniciativa de ativistas do grupo Palmares, no Rio Grande do Sul. Sete anos depois, o movimento negro brasileiro passou a celebrar a data nacionalmente. Por fim, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 10.639 e incluiu o Dia da Consciência Negra no calendário escolar. Os municípios são livres para escolher se o transformam em feriado (ou ponto facultativo).
Até então, a única data que propunha uma reflexão a respeito da condição do negro na sociedade era o dia da Abolição da Escravatura, 13 de maio, que é criticado por representar o que na época foi um interesse da população branca, e não um reconhecimento de injustiças com os negros.
A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciencia Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
Fonte: http://www.jornallocal.com.br/

Penso que este é um bom tema a ser discutido aqui no blog e também nas atividades da Aldeia, afinal, ele interfere na visão que o sujeito tem de si próprio, na questão dos direitos e da igualdade e também permeia as relações de poder social (dominação/subordinação). Publico em seguida uma poesia que nos faz refletir sobre a discriminação e o preconceito étnico-racial como forma de violência social, psiquica e moral contra a criança e o adolescente.
Cris




A um Deus branco

Mãe, nunca vi um anjo negro. Não há anjos negros, mãe?
Todos os anjos são brancos. Não há anjos como eu?
Olha, todas as asas são brancas. Como os anjos que estão no céu.
Mãe, eu nunca vou ter asas? Não há anjos como eu?
Mãe, não há meninos negros entre os anjos.
Onde estão os meninos negros anjos, mãe?
Mãe onde fica o nosso céu?
Queria ser um anjo, mãe.
Não posso … Não há anjos como eu.


Poema da Encandescente

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